terça-feira, 26 de outubro de 2010

Africanidade 2010 - EEFM Eliezer de Freitas Guimarães

EDITAL DA GINCANA AFRICANIDADE – 2010
  • OBJETIVO GERAL
  • Conhecer as diversidades culturais e materiais do Continente Africano.
  • OBJETIVOS ESPECÍFICOS
  • Estimular a pesquisa sobre o Continente Africano e sua diversidade;
  • Incitar nos estudantes atitudes autônomas na construção do saber a partir da pesquisa;
  • Propiciar o trabalho em grupo, desenvolvendo habilidades, tais como: cooperação, respeito, liderança, responsabilidade, compromisso, etc.
TRABALHOS
  • 2º Cada turma que representará uma equipe ficará com 2 (duas) tarefas da gincana para trabalhar e apresentar seus resultados durante o período da culminância do evento.
  • Contudo, esse número de tarefas poderá ser alterado, nos casos em que o número total de tarefas dificulte essa distribuição.
  • Ocorrendo isso, os organizadores poderão diminuir ou aumentar o número de tarefas para determinada turma de alunos.
CULMINÂNCIA
  • 4ª Culminância – É o resultado de um Trabalho realizado por uma ou mais pessoas.
  • Nossa Culminância ocupará, a princípio, dois dias (17 e 18 de Dezembro/2010), mas poderá ser acrescentado mais um dia para a apresentação das atividades que foram propostas no Projeto.
  • O horário das apresentações está previsto para às 17:30.
As Tarefas são:
  • I - Organização de uma torcida uniformizada;
  • II - Grito de guerra;
  • III - Ornamentação de um espaço;
  • IV - Desfilar com a bandeira;
  • V - Desfile do vestuário;
  • VI - Danças (coreografia);
  • VII – Paródia;
  • VIII – Telejornal;
  • IX - Teatro;
  • X – Barraca;
  • XI – Mesa Redonda;
  • XII - Jogo de Desafios;
  • 4.1. Organização de uma torcida uniformizada em conformidade com a nação representada pela equipe. A turma responsável pela execução dessa tarefa tem o papel de criar, escolher e confeccionar o melhor uniforme (alegoria) padronizado de acordo com a vontade da maioria da equipe que ela representa.
A organização tem como critério a simetria dos movimentos na coreografia, o cumprimento dos comandos dos organizadores das torcidas e dos apresentadores do evento; (Arte e Área de Humanas
  • 4.2. Criação de grito de guerra com uso de apitos, instrumentos sonoros (tambores, berimbau, triângulo, etc..), adornos, preferencialmente se estes estiverem ligados à cultura daquele povo pesquisado.
  • O grito de guerra não poderá em nenhuma hipótese fazer apologia (incentivar e/ou defender) a violência, o preconceito, a intolerância religiosa e a imoralidade.
  • A turma responsável tem a função de conseguir que a totalidade dos membros de sua equipe participe ativamente dos momentos do grito de guerra.
  • O uso de sinalizadores e/ou algum tipo artefato para efeitos especiais, como shows pirotécnicos, dependerá de apresentação e autorização destes recursos por parte da Comissão Organizadora. (Arte e Área de Humanas).
  • 4.3. Ornamentação de um espaço escolhido pela Comissão Organizadora e separado, exclusivamente, para cada equipe dentro da escola.
  • Poderá ser um mural pintado ou painéis em pano, ou outros materiais com imagens (fotos), mapa com localização e frases que retratem o país; (Linguagens e códigos, Artes e Humanas)
  • 4.4. Confeccionar e desfilar com a bandeira do país pesquisado. Podendo haver inovações, como uma coreografia.
Tempo máximo de 5min; (Artes e Humanas)
  • 4.5. Desfile apresentando o vestuário da região (país) estudado (a).
Tempo máximo de 5min; (Artes e Humanas)
  • 4.6. Apresentação de danças (coreografia) típica dos países escolhidos; (Artes, Ed. Física e Humanas)
Tempo máximo 5min.
  • 4.7.Criação de uma paródia defendendo o tema da gincana; (Linguagens e Códigos)
Tempo máximo 5min.
  • 4.8. Apresentação de um telejornal, abordando assuntos referentes a política, a economia, a sociedade, a cultura que sejam mais atuaias, incluindo notícias sobre “crise dos alimentos” no referido país. (Linguagens e Códigos e Humanas).
Observação:
O telejornal tem que fazer chamadas no telão aos seus emissários e com cenas das reportagens. Sem erros na transmissão
Tempo máximo 10min.
  • 4.9. Peça de teatro sobre as realidades peculiares na nação e suas tradições, folclore e/ou História. Tempo máximo 15min. (História)
As falas dos atores deverão ser feitas com o recurso dos microfones portáteis devidamente acoplados.
4.10. Organização de uma barraca com comidas típicas de cada país pesquisado, que se encontrará no espaço reservado para cada equipe; (Todas as Ciências)
  • Obs.: A comida típica dos países são apenas amostragens. As barracas venderão outros pratos para os visitantes.
  • 4.11. Mesa Redonda
  • 4.11. 1. Regras
  • Cada Equipe/País terá um representante, que será escolhida na turma sorteada para esta tarefa.
  • Os representantes ficarão sentados em uma mesa e serão convidados a se pronunciarem sobre alguns temas expostos no Telão.
  • Cada um terá um tempo estipulado pela Comissão para dar seu ponto de vista, defesa ou outro tipo de argumento.
  • Os temas terão pontuações que variam entre 500, 1000 e 2000 pontos.
  • 4.11. Mesa Redonda
  • 4.11. 1. Regras (Continuação)
  • Os jurados distribuíram os pontos de acordo com o poder de persuasão, coerência, clareza de cada candidato.
  • Os Temas serão divulgados previamente no Edital, o qual constará algumas fontes de pesquisa.
4.12. Jogo de Desafios:
com explanações de cunho histórico, geográfico, filosófico e sociológico. (História e atualidades, Costumes, Política, Espaço geográfico, Clima, Relevo, população, indústria, agricultura ou pecuária, etc.).
  • 4.12.1. Regras do Jogo de Desafios:
  • As duas turmas sorteadas para representar a equipe nesta modalidade, escolherão, cada uma, um estudante para compor o grupo de jogadores.
  • O jogo tem início com um silvo de apito. Ao ouvirem o sinal, os participantes deverão correr e tocar num objeto. O primeiro a tocar terá o direito a responder a pergunta que será apresentada no telão.
  • O jogador poderá passar a vez para o concorrente da esquerda, o qual tem o direito de acolher ou repassar de volta ao candidato.
  • Após a exibição da Pergunta, a dupla terá 30 segundos para respondê-la. Ao esgotar seu tempo, deverá indicar o item escolhido: A, B, C ou D
  • Caso acerte, a dupla ganhará os pontos equivalentes àquela pergunta, que podem variar de 100, 500 e 1000 pontos.
  • Caso erre, a dupla irá pagar uma prenda previamente escolhida pela Comissão Organizadora.
  • Quando cumprida a prenda, a dupla ganhará a metade dos pontos da questão.
  • O não cumprimento da prenda, ou o sua realização insatisfatória, incorrerá na distribuição da metade dos pontos para as outras duplas concorrentes.
  • Atuação das Torcidas em Relação a Tarefa:
As torcidas poderão “soprar” as respostas para a dupla de sua equipe, mas deverá ficar quieta quando as outras duplas estiverem combinando sua resposta.
  • Sobre os Conteúdos das Questões:
Será divulgado um Edital, no qual constarão os Conteúdos Programáticos a serem abordados nas Questões do Desafio.
1. SUGESTÃO:
  • Aumentar o número de equipes para cinco;
2. JUSTIFICATIVA:
  • Maior Competitividade;
  • Maior Participação de todos os alunos, devido ao menor número de integrantes das equipes;
  • Busca de Inovação;
3. DESAFIOS
  • Discutir com os alunos;
  • Adaptar o espaço para as equipes
  • Outros
Países Africanos Apontados
  • Ruanda;
  • República Democrática do Congo;
  • Etiópia;
  • Somália;
  • Madagascar;
  • Sudão;
  • Argélia;
  • Senegal.

    Fontes de Pesquisa
    JOGOS DESAFIOS
    1.GEOGRAFIA:
    ARGÉLIA
    RUANDA
    ETIÓPIA

    2. HISTÓRIA



    MESA REDONDA
    PAÍS RUANDA:
    No ano de  1994, os militares e milícianos ligados ao antigo regime que governava Ruanda  mataram cerca de 800.000 tutsis e hutus oposicionistas, naquilo que ficou conhecido como o Genocídio de Ruanda.
    PAÍS ETIÓPIA:
            Sabemos que o país Etíopia é uma região conhecida mundialmente devido a sua maior problemática humana que é a FOME. Problema esse que atinge diversos outros países da África. Baseado nesse aspecto social e econômico

    PAÍS ARGÉLIA:
            Sabe-se que a Argélia ganha destaque na Africa do Norte por ser um país marcado pela influência islâmica e por se destacar na exploração de petróleo e de outros recursos energéticos e minérios no país. Diante dessas informações

    MESA REDONDA- TEMA :
    A Ruanda antes e depois do Genocídio

    Argelia.

    Mesa Redonda
    TEMA-    ”Guerra Santa” : A intolerância religiosa na Argélia.

    Mesa redonda

    TEMA – Etiopia em cores: Terror vermelho  X  Terror branco no pais da fome na década de 1970.

    FILOSOFIA
    Blog para pesquisar:
    http://problemasfilosoficos.blogspot.com/2007/01/genocdio-de-ruanda.html

sábado, 23 de outubro de 2010

O mito e a filosofia

O mito é a narrativa mais antiga a respeito do surgimento e do funcionamento dos deuses, do mundo e da vida. Está presente em todas as culturas humanas. Ele serve muitas vezes para arranjar uma explicação sobre o mundo e a realidade. O sistema mítico de explicação projeta as paixões, as motivações e as experiências dos próprios seres humanos para o mundo celeste. Os povos antigos, em geral, orientavam suas vidas com base nos mitos.
A característica principal do mito é que o seu conteúdo não é passível de ser demonstrado de forma racional. Nos mitos gregos, por exemplo, afirma-se que os raios que caem sobre a Terra provêem de Zeus e, claro, tal afirmação não é passível de ser comprovada. Em geral, quem recebe as explicações mitológics confia nelas como explicações verdadeiras. O mito é um pensamento acrítico, pois não explica nem analisa sua maneira de conhecer ou o processo pelo qual chega ao saber. O mito é inquestionável e incontestável.
Porém, no século VI a.C., uma série de fatores históricos e culturais - contato com  outras culturas, surgimento do comércio, novas formas de organização política e social, a utilização da moeda - levou os gregos a questionar a explicação mitológica. A partir desse momento, as respostas dadas pelos mitos a certas questões não satisfaziam mais a alguns pensadores, que exigiam explicações mais rigorosas. A concepção tradicional do mundo estava se esgotando. Abria-se uma brecha na estrutura mitológica para o surgimento do pensamento filosófico-científico, que valorizava a razão como principal capacidade humana para conhecer a realidade. Até certo ponto, o pensamento filosóficosurgiu em oposição ao pensamento mitológico. Mas seria um erro pensar que o pensamento mitológico tenha sido completamente desprezado pelo pensamento que o sucederia. Podemos dizer que o pensamento filosófico-científico, por um lado, nasceu em ruptura com a visão mítica do mundo e, por outro lado, incorporou em certa medida a estrutura mítica, que era a base da cultura grega.
Platão, por exemplo, em suas obras, utiliza-se muitas vezes de mitos para expressar alguma ideia filosófica e fazer-se entender por meio de simbologias. (Fonte: Incontri, Dora; Bigheto, Alessandro Cesar. Filosofia - Construindo o pensar, volume único. São Paulo. Escala Educacional, 2008, p. 16) 

Mitologia grega e religião
Na Grécia Antiga, as pessoas seguiam uma religião politeísta, ou seja, acreditavam em vários deuses. Estes, apesar de serem imortais, possuíam características de comportamentos e atitudes semelhantes aos seres humanos. Maldade, bondade, egoísmo, fraqueza, força, vingança e outras características estavam presentes nos deuses, segundo os gregos antigos. De acordo com este povo, as divindades habitavam o topo do Monte Olimpo, de onde decidiam a vida dos mortais. Zeus era o de maior importãncia, considerado a divindade seprema do panteão grego. Acreditavam também que, muitas vezes, os deuses desciam do monte sagrado para relacionarem-se com as pessoas. Neste sentido, os heróis eram os filhos das divindades com os seres humanos comuns. Cada cidade da Grécia Antiga possuía um deus protetor.
Cada entidade divina representava forças da natureza ou sentimentos humanos. Poseidon, por exemplo, era o representante dos mares e Afrodite a deusa da beleza corporal e do amor. A mitologia grega era passada de forma oral de pai para filho e, muitas vezes, servia para explicar fenômenos da natureza ou passar conselhos de vida. Ao invadir e dominar a Grécia, os romanos absorveram o panteão grego, modificando apenas os nomes dos deuses.  

Conheça abaixo uma relação das principais divindades da Grécia Antiga e suas características.

Nome do deus   O que representava
Zeus rei de todos os deuses
Afrodite amor
Ares guerra
Hades mundo dos mortos e do subterrâneo
Hera protetora das mulheres, do casamento e do nascimento
Poseidon mares e oceanos
Eros amor, paixão
Héstia lar
Apolo luz do Sol, poesia, música, beleza masculina
Ártemis caça, castidade, animais selvagens e luz
Deméter colheita, agricultura
Dionísio festas, vinho
Hermes mensageiro dos deuses, protetor dos comerciantes
Hefesto metais, metalurgia, fogo
Crono tempo
Gaia planeta Terra

Questões para debate:

1. Defina mito.

2. Estabeleça a diferença entre mito e filosofia.

3. No mundo contemporâneo, ainda podemos perceber a existência de mitos? Dê exemplos.

A razão e os sentidos

Poderíamos intitular este capítulo "As aventuras e as desventuras da razão humana". Ou ainda, "Que certezas temos de nossas certezas?". Pois ele trata de acompanhar quais caminhos a razão percorreu, que obstáculos encontrou, como se desiludiu consigo mesma  algumas vezes e como quis até mesmo cometer suicídios em momentos de crise. Mas ela ainda permanece como elemento de nosso possível conhecimento do mundo, embora tenha inimigos ferrenhos, que a declaram morta e enterrada. Entretanto, essa situação é curiosa: só se desconstrói a razão argumentando contra ela, usando instrumentos críticos. E o que são o argumento e a crítica senão operações da razão?
A Filosofia sempre buscou respostas  para muitas questões cruciais da vida humana, do próprio ser humano e das coisas. Mas também sempre foi palco de questionamentos a respeito da sua própria maneira de indagar. E mais: teve a honestidade de se perguntar se as maneiras de abordar a realidade eram realmente eficazes. Não basta procurar verdades, é preciso saber se são verdades de fato ou mesmo se é possível encontrar verdades.
Como consequência das buscas por respostas mais racionais, surgiram diferentes sistemas de pensamento; nasceu a Ciência, como a conhecemos no Ocidente e, ainda, diversas concepções de Ciência. Por outro lado, como resultado das críticas à razão, enfraqueceu-se a Filosofia, e quase pôde se extinguir a Ciência. No mundo contemporâneo, há uma relativização de qualquer certeza, mesmo científica. Muitas vezes, a razão teve tanta preponderância, julgou-se tão poderosa, que se tornou dogmática, imobilizando o conhecimento. De outras vezes - e é um m omento destes que vivemos -, a razão ficou tão desprezada, que se declara a nossa impossibilidade radical de se conhecer algo. Corremos então o risco de nos imobilizar.
E, em relação às disputas, aos namoros e às rupturas entre a razão e a fé? Esse é um tema de grande interesse para a Filosofia, pois ao contrário do que se possa pensar, essa ainda é uma questão inquietante no mundo contemporâneo. O que ocorreu com uma é totalmente irracional? Ela não se torna fanática e cega? Mas a razão tem argumentos para andar ao lado da fé? É possível um diálogo construtivo entre as duas? Ou serão elas inimigas irreconciliáveis?
Outra relação importante é a da razão e dos sentidos. Vemos, ouvimos, cheiramos, tocamos, saboreamos - o nosso contato com as coisas do mundo é sensorial. Esse fato levou muitos filósofos a indicarem os sentidos como fonte exclusiva de nosso conhecimento do mundo. Outros entenderam que os sentidos captam o real, mas nem por isso a razão fica excluída, pois ela organiza as informações diversas que nos chegam pelos sentidos e sem ela não haveria o conhecimento de fato. (Fonte: Incontri, Dora; Bigheto, Alessandro Cesar. Filosofia - Construindo o pensar, volume único. São Paulo. Escala Educacional, 2008, p. 95-96).

A Filosofia, desde os gregos, se questiona sobre o seu próprio saber e o saber das coisas. Onde são evocados a razão e os sentidos como formas de atingir esse saber. Aristóteles, na sua Metafísica, disse que o homem deseja conhecer. A curiosidade é própria do ser humano e foi a partir dessa curiosidade que o construiu todo o conhecimento que temos do mundo e do próprio homem.
Mas, o conhecimento só será considerado como um problema propriamente filosófico a partir da modernidade. Como o período medieval relegou a razão o papel de serva da fé, a Filosofia não tinha espaço para se preocupar com tal questão. No mundo moderno, a Filosofia retoma o problema do conhecimento levantado pelos sofistas na Grécia antiga.
Como se dá o conhecimento? Como conhecemos verdadeiramente as coisas, o mundo, e mesmo, o homem?
É possivel conhecer a realidade na sua essência? Qual a origem a fonte do conhecimento verdadeiro? Para responder tais questões surgiu um ramo da Filosofia denominado de Teoria do Conhecimento.
Para que ocorra o conhecimento é preciso um Sujeito cognoscente (aquele que conhece) e um Objeto cognoscível (a ser conhecido). Na Teoria do Conhecimento, os filósofos ora dirão que a razão, própria do sujeito que conhece, será a fonte do conhecimento verdadeiro ficando conhecida como racionalismo, ora dirão que os sentidos e a experiência do objeto é que serão a fonte do conhecimento verdadeiro inaugurando o empirismo.
Como representante maior do racionalismo temos Descartes, filósofo e matemático, que através da dúvida metódica chega às ideias claras e distintas de tudo o que conhece e a defesa das ideias inatas. Através dessa dúvida conclui: "Penso, logo existo".
Já com relação ao empirismo temos John Locke que afirma que a nossa mente ao nascermos é como uma "tábula rasa", uma folha de papel em branco, onde as nossas experiências sensoriais irão ser impressas. O destaque maior nessa corrente de pensamento é para os sentidos. Conhecemos através dos sentidos.

Francis Bacon é um dos filósofos modernos que mais contribuiu para a teoria do conhecimento assumir o lugar central do pensamento moderno. Em sua obra Novum Organum, aprofunda a investigação sobre a capacidade humana para o erro e a verdade. Uma das grandes contribuições de Bacon é sua formulação sobre a teoria da indução, a qual a partir de sua obra ganha uma eficácia e amplitude maior no debate sobre o método nas ciências modernas. A indução baseia-se na construção do conhecimento que parte da experiência da realidade, a partir da observação direta dos objetos de estudo.
Outro filósofo que podemos destacar é David Hume que se opôs tanto a Descartes quanto a Locke. Seu ceticismo (corrente de pensamento que afirma que não podemos conhecer) dissolvente provocou uma crise sem precedentes na história do pensamento humano. Poderíamos dizer que ele foi uma edição atualizada de Pirro ou de algum cético da Antiguidade, pois Hume renega a razão, descarta Deus e dissolve a metafísica. Mas ele também limita o empirismo, pois considera que as impressões que recebemos por meio dos sentidos não podem nos levar a formar ideias abstratas e a coordenar conhecimentos - essas são impressões esparsas. Hume ataca a identidade racional do ser, porque diz que a mente é apenas uma junção de persepções, imagens e memórias. E o que podemos perceber da realidade não constitui um conhecimento, mas uma probabilidade. Só há uma coisa necessariamente verdadeira: a Matemática. Para Hume, em seu Tratado da natureza humana, o ser humano é muito mais instinto e sentimento do que razão.
Mas para solucionar o impasse entre o empirismo e o racionalismo temos um filósofo que colocou a razão num tribunal e questionou sobre os alcances e limites da razão para conhecer. Esse filósofo é Immanuel Kant, mas falaremos sobre ele nos próximos capítulos.

Questões para debate:
1. Por que os autores do texto acima falam que o título poderia se chamar "As aventuras e desventuras da razão humana"?

2. Que ramo da Filosofia se preocupa com o problema do conhecimento? Justifique.

3. Explique como se dá o conhecimento humano.

4. Qual a origem, a fonte do conhecimento segundo o racionalismo e o empirismo? Você concorda com o racionalismo ou com o empirismo? Justifique.
5. Por que David Hume não concorda nem com racionalismo nem com o empirismo?



sábado, 16 de outubro de 2010

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Racionalismo e Empirismo

R a c i o n a l i s m o   e   E m p i r i s m o
  A concepção racionalista

Concepção filosófica que afirma a razão como única faculdade de propiciar o conhecimento adequado da realidade. A razão, por iluminar o real e perceber as conexões e relações que o constituem, é a capacidade de apreender ou de ver as coisas em suas articulações ou interdependência em que se encontram umas com as outras. Ao partir do pressuposto de que o pensamento coincide com o ser, a filosofia ocidental, desde suas origens, percebe que há concordância entre a estrutura da razão e a estrutura análoga do real, pois, caso houvesse total desacordo entre a razão e a realidade, o real seria incognoscível e nada se poderia dizer a respeito. O racionalismo gnosiológico ou epistemológico é inseparável do racionalismo ontológico ou metafísico, que enfoca a questão do ser, pois o ser está implicado no pensamento do ser. Declarar que o real tem esta ou aquela estrutura implica em admitir, por parte da razão, enquanto faculdade cognitiva do ser humano, a capacidade de apreender o real e de revelar a sua estrutura. O conhecimento, ao se distinguir da produção e da criação de objetos, implica a possibilidade de reproduzir o real no pensamento, sem alterá-lo ou modificá-lo. Dois elementos marcariam o desenvolvimento da filosofia racionalista clássica no século XVII. De um lado, a confiança na capacidade do pensamento matemático, símbolo da autonomia da razão, para interpretar adequadamente o mundo; de outro, a necessidade de conferir ao conhecimento racional uma fundamentação metafísica que garantisse sua certeza. Ambas as questões conformaram a idéia basilar do Discurso sobre o método (1637) de Descartes, texto central do racionalismo tanto metafísico quanto epistemológico. Para Descartes, a realidade física coincide com o pensamento e pode ser traduzida por fórmulas e equações matemáticas. Descartes estava convicto também de que todo conhecimento procede de idéias inatas - postas na mente por Deus - que correspondem aos fundamentos racionais da realidade. A razão cartesiana, por julgar-se capaz de apreender a totalidade do real mediante "longas cadeias de razões", é a razão lógico-matemática e não a razão vital e, muito menos, a razão histórica e dialética. O racionalismo clássico ou metafísico, no entanto, cujos paradigmas seriam o citado Descartes, Spinoza e Leibniz, não se limitava a assinalar a primazia da razão como instrumento do saber, mas entendia a totalidade do real como estrutura racional criada por Deus, o qual era concebido como "grande geômetra do mundo". Spinoza é o mais radical dos cartesianos. Ao negar a diferença entre res cogitans - substância pensante - e res extensa - objetos corpóreos - e afirmar a existência de uma única substância estabeleceu um sistema metafísico aproximado do panteísmo. Reduziu as duas substâncias, res cogitans e res extensa, a uma só - da qual o pensamento e a extensão seriam atributos.
Principais racionalistas modernos: Descartes, Leibniz, Pascal e Spinoza

A concepção empirista


Sob uma perspectiva contrária, os empiristas britânicos refutaram a existência das idéias inatas e postularam que a mente é uma tabula rasa ou página em branco, cujo material provém da experiência. A oposição tradicional entre racionalismo e empirismo, no entanto, está longe de ser absoluta, pois filósofos empiristas como John Locke e, com maior dose de ceticismo, David Hume, embora insistissem em que todo conhecimento deve provir de uma "sensação", não negaram o papel da razão como organizadora dos dados dos sentidos. O próprio fato de haver toda esta controvérsia em torno da problemática suscitada por Descartes revela a importância crucial das teses racionalistas. O racionalismo cartesiano e o empirismo inglês desembocaram no Iluminismo do século XVIII. A razão e a experiência de que resulta o conhecimento científico do mundo e da sociedade bem como a possibilidade de transformá-los são instâncias em nome das quais se passou a criticar todos os valores do mundo medieval. A nova interpretação dada à teoria do conhecimento pelo filósofo alemão Immanuel Kant, ao desenvolver seu idealismo crítico, representou uma tentativa de superar a controvérsia entre as propostas racionalistas e empiristas extremas. Entendido como posição filosófica que sustenta a racionalidade do mundo natural e do mundo humano, o racionalismo corresponde a uma exigência fundamental da ciência: discursos lógicos, verificáveis, que pretendem apreender e enunciar a racionalidade ou inteligibilidade do real. Ao postular a identidade do pensamento e do ser, o racionalismo sustenta que a razão é a unidade não só do pensamento consigo mesmo, mas a unidade do mundo e do espírito, o fundamento substancial tanto da consciência quanto do exterior e da natureza, pressuposto que assegura a possibilidade do conhecimento e da ação humana coerente. Para além de seus possíveis elementos dogmáticos, a filosofia racionalista, ao ressaltar o problema da fundamentação do conhecimento como base da especulação filosófica, marcou os rumos do pensamento ocidental.
As principais características do empirismo são:
1 - não há idéias inatas, nem conceitos abstratos;
2 - o conhecimento se reduz a impressões sensíveis e a idéias definidas como cópias enfraquecidas das impressões sensoriais;
3 - as qualidades sensíveis são subjetivas;
4 - as relações entre as idéias reduzem-se a associações;
5 - os primeiros princípios, e em particular o da causalidade, reduzem-se a associações de idéias convertidas e generalizadas sob forma de associações habituais;
6 - o conhecimento é limitado aos fenômenos e toda a metafísica, conceituada em seus termos convencionais, é impossível.
Principais filósofos empiristas: Francis Bacon, John Locke, Thomas Hobbes, George Berkeley e David Hume
Questões para debate?
Qual a diferença principal da concepção racionalista e empirista com relação ao conhecimento?
Na sua opinião, você concorda com qual das duas? Justifique.
  

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Boas vindas aos alunos da EEFM Eliezer de Freitas Guimaraes, EEFM Romeu de Castro e Rotary Club São Miguel

O ato de educar pressupõe ensinar, mas também aprender com o outro. Por isso quando inicio um trabalho novo como esse é uma tarefa importante para todos nós. Sejam todos bem vindos a esse blog e que possamos aprender e ensinar e vice-versa uns com os outros.


Professor Evando