terça-feira, 10 de maio de 2011

Nacional Defensoria Pública lança campanha por direitos de crianças

Os Defensores Públicos brasileiros estão se mobilizando para iniciar as comemorações do dia 19 de maio – Dia Nacional da Defensoria Pública. E o primeiro passo será o lançamento da campanha nacional “Crianças – e Adolescentes – Primeiro! Defensores Públicos pelos direitos da criança e do adolescente”, na próxima quinta-feira, em Fortaleza, mesmo com a ausência do escritor e cartunista Ziraldo Alves Pinto – que é tipo um padrinho da iniciativa mas que, como muitos e muitos brasileiros e brasileiras, pegou dengue.
Ziraldo está de molho no Rio de Janeiro.
Com a dengue de convidado, o lançamento da campanha e da cartilha, que seria no Theatro José de Alencar, foi transferida para o Centro de Atenção Integrada à Criança e Adolescente Maria Felício Lopes – Rua 20 de julho, 480, Cais do Porto -, e contará com a presença de crianças e professores da rede estadual de ensino.
Na campanha, 50 mil cartilhas serão distribuídas es que serão desenvolvidas pelas associações estaduais de Defensores Públicos e Defensorias Públicas em escolas públicas, centros comunitários, centros de referência e assistência social e demais espaços públicos de apoio à crianças e adolescentes.

Fonte: http://blogs.diariodonordeste.com.br/roberto/degue-derruba-ziraldo-mas-campanha-continua-de-pe/

sexta-feira, 6 de maio de 2011

STF reconhece união homoafetiva estável por unanimidade

O reconhecimento da união homoafetiva pelo STF vai diminuir o preconceito?


Veja mais em:

Fonte: http://www.opovo.com.br/app/maisnoticias/brasil/2011/05/05/noticiabrasil,2216929/stf-reconhece-uniao-homoafetiva-estavel-por-unanimidade.shtml

O jornal O Povo lançou essa enquete depois do reconhecimento pelo STF da união homoafetiva para saber se com essa medida o preconceito contra as pessoas que decidem por esse tipo de união vai diminuir. Como estamos estudando sobre as formas da alienação moral, o individualismo, o narcisismo e, também a xenofobia que é justamente esse preconceito contra esse tipo de união que marca a nossa sociedade. A questão não é concordar ou não com a união homoafetiva, mas sim respeitar essa opção por quem a tomou, independente de credo ou raça.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Cursos de Capacitação e Qualificação Profissional da SETEM Caucaia

Cursos em convênio com o SEBRAE para o mês de Junho


06 A 10 - 14h às 17h - Formação de Preço - (SETEM)

06 A 10 - 18h às 21h - Cerimonial e Protocolo - (SETEM)

13 A 17 - 14h às 17h - Desenvolvimento de líderes - (SETEM)

13 A 17 - 18h às 21h -Técnicas de Vendas - (SETEM)

13 A 17 - 14h às 17h - Como organizar, planejar e executar seu evento com sucesso - (Sítio Novos) - Inscrições no local

27/06 A 01/07 - 14h às 17h - Inteligência Emocional - (SETEM)

27/06 A 01/07 - 18h às 21h - Como utilizar dinâmicas de grupos e filmes em treinamentos e desenvolvimento - (SETEM)

Inscrições abertas – 33421852

Rua Eng. João Alfredo, 101 Altos Centro Caucaia

Fonte: http://www.setemcaucaia.blogspot.com/

Escola Técnica de Caucaia abre inscrições:

Começou nessa segunda-feira as inscrições para a Escola Técnica de Caucaia EEEP. Antônio Valmir da Silva, Escola em Tempo Integral de 02 a 06 de Maio de 2011. Inicio das aulas agosto de 2011


CURSOS.

Técnicos em Transações Imobiliárias

Técnico em Design de Interiores

Técnicos em Paisagismo

Técnicos em Edificações

Pré- Requisitos

XEROX

Estar cursando o 1º ano do ensino médio, apresentar histórico escolar do ensino fundamental. Boletim do Bimestre

Local: Casa do ProJovem

Rua Eng. João Alfredo com Esquina com Pedro Gomes da Rocha.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

O que a Mídia NÃO vai mostrar sobre a Líbia:

I - A ONU Constatou em 2007, sob o governo de Kadafi:


1 - Maior Indice de Desenvolvimento Humano (IDH) da África (até hoje é maior que o do Brasil);


2 - Ensino gratuito até a Universidade;


3 - 10% dos alunos universitários estudam na Europa, EUA, tudo pago;


4 - Ao casar, o casal recebe até 50.000 US$ para adquirir seus bens;


5 - Sistema médico gratuito, rivalizando com os europeus. Equipamentos de última geração, etc...;


6 - Empréstimos pelo banco estatal sem juros;


7 - Inaugurado em 2007, maior sistema de irrigação do mundo, vem tornando o deserto (95% da Líbia), em fazendas produtoras de alimentos.;


E assim vai....


II - Porque detonar a Líbia então?


Três (3) principais motivos:


1 - Tomar seu petróleo de boa qualidade e com volume superior a 45 bilhões de barris em reservas;


2 - Fazer com que todo mar Mediterrâneo fique sob controle da OTAN. Só falta agora a Síria;


3 - E o maior provàvelmente . O Banco Central Líbio não é atrelado ao sistema mundial Financeiro.


Suas reservas são toneladas de ouro, dando respaldo ao valor da moeda, o dinar, e desatrelando das flutuações do dólar.


O sistema financeiro internacional ficou possesso com Kaddafi, após ele propor, e quase conseguir, que os países africanos formassem uma moeda única desligada do dolar.


III - O que é o ataque "humanitário" para livrar o povo líbio de seu "ditador":


1 - A OTAN comandada pelos EUA, já bombardearam as principais cidades Líbias com milhares de bombas e mísseis que são capazes de destruir um quarteirão inteiro. Os prédios e infra estrutura de água, esgoto, gás e luz estão sèriamente danificados;


2 - As bombas usadas contem DU (Uranio depletado) tempo de vida 3 bilhões de ano (causa cancer e deformações genéticas);


3 - Metade das crianças líbias estão traumatizadas psicológicamente por causa das explosões que parecem um terremoto e racham as casas;


4 - Com o bloqueio marítimo e aéreo da OTAN, principalmente as crianças, sofrem com a falta de remédios e alimentos;


5 - A água já não mais é potável em boa parte do país. De novo as crianças são as mais atingidas;


6 - Cerca de 150.000 pessoas por dia, estão deixando o país através das fronteiras com a Tunísia e o Egito. Vão para o deserto ao relento, sem água nem comida;


7 - Se o bombardeio terminasse hoje, cerca de 4 milhões de pessoas estariam precisando de ajuda humanitária para sobreviver: Água e comida.


De uma população de 6,5 milhões de pessoas.


Em suma: O bombardeio "humanitário", acabou com a nação líbia. Nunca mais haverá a nação Líbia. Foram varridos do mapa.


SIMPLES ASSIM.


Fonte : www.globalresearch.ca

terça-feira, 3 de maio de 2011

Aconteceu em Woodstock



Nas sociedades contemporâneas encontramos pessoas que contestam certos valores culturais vigentes, opondo-se radicalmente a eles, num movimento chamado contracultura.


Na década de 1950, os Estados Unidos conheceram a beat generation (geração beat), que constestava o otimismo consumista do pós-guerra norte-americano, a ingenuidade que os filmes de Hollywood apregoavam, o anticomunismo generalizado e a falta de um pensamento crítico.
Inspirados nos existencialistas franceses, os beatniks vestiam-se de preto e recusavam-se a participar do sistema. Seus principais representantes foram o escritor Jack Kerouak e o poeta Allen Ginsberg, entre vários outros artistas e intelectuais.


Na década de 1960, surgiu o movimento hippie. Como a beat generation, foi um fenômeno de contracultura, porque se opunha radicalmente aos valores culturais considerados importantes na sociedade ocidental o trabalho, o patritismo, a acumulação de riquezas e a ascensão social.


Também era contrário à Guerra do Vietnã (1959-1975), à estrutura familiar convencional e aos hábitos alimentares baseados em comida industrializada e fast food (refeição rápida) - traços culturais típicos da sociedade norte-americana.


Muitos jovens dessa época deixaram casa e universidade para viver em comunidades no campo, onde plantavam e produziam a própria comida e educavam seus filhos com base em valores mais humanizados.


A maioria deles era vegetariana e muitos abraçavam religiões orientais, como o zen-budismo e o hinduismo. Seu principal lema era "faça amor, não faça guerra".
O movimento hippie, que ultrapassou as fronteiras dos Estados Unidos, foi perdendo o vigor, até desaparecer por completo, às vésperas da década de 1980, quando o individualismo e o consumismo voltaram, com toda força a ocupar corações e mentes da nova geração.


O Festival de Woodstock, em 1969, foi um marco da contracultura e do movimento hippie dos Estados Unidos.
Questões para estudo:


1. O que você entende por Contracultura?


2. Quais os principais exemplos de Contracultura?


3. E hoje, que comportamentos sociais podemos considerar como Contracultura?


4. Por que, a partir da década de 1980, o movimento hippie e outros que representavam a Contracultura perderam força e desapareceram? Tente explicar a partir das transformações históricas do fim da Guerra Fria e, depois do socialismo.


5. Como você se vê diante desses movimentos de Contracultura? É a favor, participaria? Que formas de rebeldia jovem hoje podemos destacar? 

Contracultura - Herbert Marcuse












segunda-feira, 2 de maio de 2011

Os filósofos Pré-Socráticos e os Sofistas

O primeiro período do pensamento grego toma a denominação substancial de período naturalista, porque a nascente especulação dos filósofos é instintivamente voltada para o mundo exterior, julgando-se encontrar aí também o princípio unitário de todas as coisas; e toma, outrossim, a denominação cronológica de período pré-socrático, porque precede Sócrates e os sofistas, que marcam uma mudança e um desenvolvimento e, por conseguinte, o começo de um novo período na história do pensamento grego. Esse primeiro período tem início no alvor do VI século a.C., e termina dois séculos depois, mais ou menos, nos fins do século V. Surge e floresce fora da Grécia propriamente dita, nas prósperas colônias gregas da Ásia Menor, do Egeu (Jônia) e da Itália meridional, da Sicília, favorecido sem dúvida na sua obra crítica e especulativa pelas liberdades democráticas e pelo bem-estar econômico. Os filósofos deste período preocuparam-se quase exclusivamente com os problemas cosmológicos. Estudar o mundo exterior nos elementos que o constituem, na sua origem e nas contínuas mudanças a que está sujeito, é a grande questão que dá a este período seu caráter de unidade. Pelo modo de a encarar e resolver, classificam-se os filósofos que nele floresceram em quatro escolas: Escola Jônica; Escola Itálica; Escola Eleática; Escola Atomística.

Escola Jônica

A Escola Jônica, assim chamada por ter florescido nas colônias jônicas da Ásia Menor, compreende os jônios antigos e os jônios posteriores ou juniores. A escola jônica, é também a primeira do período naturalista, preocupando-se os seus expoentes com achar a substância única, a causa, o princípio do mundo natural vário, múltiplo e mutável. Essa escola floresceu precisamente em Mileto, colônia grega do litoral da Ásia Menor, durante todo o VI século, até a destruição da cidade pelos persas no ano de 494 a.C., prolongando-se porém ainda pelo V século. Os jônicos julgaram encontrar a substância última das coisas em uma matéria única; e pensaram que nessa matéria fosse imanente uma força ativa, de cuja ação derivariam precisamente a variedade, a multiplicidade, a sucessão dos fenômenos na matéria una. Daí ser chamada esta doutrina hilozoísmo (matéria animada). Os jônios antigos consideram o Universo do ponto de vista estático, procurando determinar o elemento primordial, a matéria primitiva de que são compostos todos os seres. Os mais conhecidos são: Tales de Mileto, Anaximandro de Mileto, Anaxímenes de Mileto. Os jônios posteriores distinguem-se dos antigos não só por virem cronologicamente depois, senão principalmente por imprimirem outra orientação aos estudos cosmológicos, encarando o Universo no seu aspecto dinâmico, e procurando resolver o problema do movimento e da transformação dos corpos. Os mais conhecidos são: Heráclito de Éfeso, Empédocles de Agrigento, Anaxágoras de Clazômenas.

Tales de Mileto

(624-548 A.C.) "Água"

Tales de Mileto, fenício de origem, é considerado o fundador da escola jônica. É o mais antigo filósofo grego. Tales não deixou nada escrito mas sabemos que ele ensinava ser a água a substância única de todas as coisas. A terra era concebida como um disco boiando sobre a água, no oceano. Cultivou também as matemáticas e a astronomia, predizendo, pela primeira vez, entre os gregos, os eclipses do sol e da lua. No plano da astronomia, fez estudos sobre solstícios a fim de elaborar um calendário, e examinou o movimento dos astros para orientar a navegação. Provavelmente nada escreveu. Por isso, do seu pensamento só restam interpretações formuladas por outros filósofos que lhe atribuíram uma idéia básica: a de que tudo se origina da água. Segundo Tales, a água, ao se resfriar, torna-se densa e dá origem à terra; ao se aquecer transforma-se em vapor e ar, que retornam como chuva quando novamente esfriados. Desse ciclo de seu movimento (vapor, chuva, rio, mar, terra) nascem as diversas formas de vida, vegetal e animal. A cosmologia de Tales pode ser resumida nas seguintes proposições: A terra flutua sobre a água; A água é a causa material de todas as coisas. Todas as coisas estão cheias de deuses. O imã possui vida, pois atrai o ferro.

Segundo Aristóteles sobre a teoria de Tales: elemento estático e elemento dinâmico. Elemento Estático - a flutuação sobre a água. Elemento Dinâmico - a geração e nutrição de todas as coisas pela água. Tales acreditava em uma "alma do mundo", havia um espírito divino que formava todas as coisas da água. Tales sustentava ser a água a substância de todas as coisas.

Anaximandro de Mileto (611-547 A.C.) "Ápeiron"

Anaximandro de Mileto, geógrafo, matemático, astrônomo e político, discípulo e sucessor de Tales e autor de um tratado Da Natureza, põe como princípio universal uma substância indefinida, o ápeiron (ilimitado), isto é, quantitativamente infinita e qualitativamente indeterminada. Deste ápeiron (ilimitado) primitivo, dotado de vida e imortalidade, por um processo de separação ou "segregação" derivam os diferentes corpos. Supõe também a geração espontânea dos seres vivos e a transformação dos peixes em homens. Anaximandro imagina a terra como um disco suspenso no ar. Eterno, o ápeiron está em constante movimento, e disto resulta uma série de pares opostos - água e fogo, frio e calor, etc. - que constituem o mundo. O ápeiron é assim algo abstrato, que não se fixa diretamente em nenhum elemento palpável da natureza. Com essa concepção, Anaximandro prossegue na mesma via de Tales, porém dando um passo a mais na direção da independência do "princípio" em relação às coisas particulares. Para ele, o princípio da "physis" (natureza) é o ápeiron (ilimitado). Atribui-se a Anaximandro a confecção de um mapa do mundo habitado, a introdução na Grécia do uso do gnômon (relógio de sol) e a medição das distâncias entre as estrelas e o cálculo de sua magnitude (é o iniciador da astronomia grega). Ampliando a visão de Tales, foi o primeiro a formular o conceito de uma lei universal presidindo o processo cósmico total. Diz-se também, que preveniu o povo de Esparta de um terremoto. Anaximandro julga que o elemento primordial seria o indeterminado (ápeiron), infinito e em movimento perpétuo.


Fragmentos

"Imortal...e imperecível (o ilimitado enquanto o divino) - Aristóteles, Física". Esta (a natureza do ilimitado, ele diz que) é sem idade e sem velhice. Hipólito, Refutação.

Anaxímenes de Mileto (588-524 A.C.) "Ar"

Segundo Anaxímenes, a arkhé (comando) que comanda o mundo é o ar, um elemento não tão abstrato como o ápeiron, nem palpável demais como a água. Tudo provém do ar, através de seus movimentos: o ar é respiração e é vida; o fogo é o ar rarefeito; a água, a terra, a pedra são formas cada vez mais condensadas do ar. As diversas coisas que existem, mesmo apresentando qualidades diferentes entre si, reduzem-se a variações quantitativas (mais raro, mais denso) desse único elemento. Atribuindo vida à matéria e identificando a divindade com o elemento primitivo gerador dos seres, os antigos jônios professavam o hilozoísmo e o panteísmo naturalista. Dedicou-se especialmente à meteorologia. Foi o primeiro a afirmar que a Lua recebe sua luz do Sol. Anaxímenes julga que o elemento primordial das coisas é o ar.
Fragmentos

"O contraído e condensado da matéria ele diz que é frio, e o ralo e o frouxo (é assim que ele expressa) é quente". (Plutarco). "Com nossa alma, que é ar, soberanamente nos mantém unidos, assim também todo o cosmo sopro e ar o mantém". (Aécio).


A Sofística


Após as grandes vitórias gregas, atenienses, contra o império persa, houve um triunfo político da democracia, como acontece todas as vezes que o povo sente, de repente, a sua força. E visto que o domínio pessoal, em tal regime, depende da capacidade de conquistar o povo pela persuasão, compreende-se a importância que, em situação semelhante, devia ter a oratória e, por conseguinte, os mestres de eloqüência. Os sofistas, sequiosos de conquistar fama e riqueza no mundo, tornaram-se mestres de eloqüência, de retórica, ensinando aos homens ávidos de poder político a maneira de consegui-lo. Diversamente dos filósofos gregos em geral, o ensinamento dos sofistas não era ideal, desinteressado, mas sobejamente retribuído. O conteúdo desse ensino abraçava todo o saber, a cultura, uma enciclopédia, não para si mesma, mas como meio para fins práticos e empíricos e, portanto, superficial.

A época de ouro da sofística foi - pode-se dizer - a segunda metade do século V a.C. O centro foi Atenas, a Atenas de Péricles, capital democrática de um grande império marítimo e cultural. Os sofistas maiores foram quatro. Os menores foram uma plêiade, continuando até depois de Sócrates, embora sem importância filosófica.

Protágoras foi o maior de todos, chefe de escola e teórico da sofística.

Em coerência com o ceticismo teórico, destruidor da ciência, a sofística sustenta o relativismo prático, destruidor da moral. Como é verdadeiro o que tal ao sentido, assim é bem o que satisfaz ao sentimento, ao impulso, à paixão de cada um em cada momento. Ao sensualismo, ao empirismo gnosiológicos correspondem o hedonismo e o utilitarismo ético: o único bem é o prazer, a única regra de conduta é o interesse particular. Górgias declara plena indiferença para com todo moralismo: ensina ele a seus discípulos unicamente a arte de vencer os adversários; que a causa seja justa ou não, não lhe interessa. A moral, portanto, - como norma universal de conduta - é concebida pelos sofistas não como lei racional do agir humano, isto é, como a lei que potencia profundamente a natureza humana, mas como um empecilho que incomoda o homem.

Desta maneira, os sofistas estabelecem uma oposição especial entre natureza e lei, quer política, quer moral, considerando a lei como fruto arbitrário, interessado, mortificador, uma pura convenção, e entendendo por natureza, não a natureza humana racional, mas a natureza humana sensível, animal, instintiva. E tentam criticar a vaidade desta lei, na verdade tão mutável conforme os tempos e os lugares, bem como a sua utilidade comumente celebrada: não é verdade - dizem - que a submissão à lei torne os homens felizes, pois grandes malvados, mediante graves crimes, têm freqüentemente conseguido grande êxito no mundo e, aliás, a experiência ensina que para triunfar no mundo, não é mister justiça e retidão, mas prudência e habilidade.

Então a realização da humanidade perfeita, segundo o ideal dos sofistas, não está na ação ética e ascética, no domínio de si mesmo, na justiça para com os outros, mas no engrandecimento ilimitado da própria personalidade, no prazer e no domínio violento dos homens. Esse domínio violento é necessário para possuir e gozar os bens terrenos, visto estes bens serem limitados e ambicionados por outros homens. É esta, aliás, a única forma de vida social possível num mundo em que estão em jogo unicamente forças brutas, materiais. Seria, portanto, um prejuízo a igualdade moral entre os fortes e os fracos, pois a verdadeira justiça conforme à natureza material, exige que o forte, o poderoso, oprima o fraco em seu proveito.

Quanto ao direito e à religião, a posição da sofística é extremista também, naturalmente, como na gnosiologia e na moral. A sofística move uma justa crítica, contra o direito positivo, muitas vezes arbitrário, contingente, tirânico, em nome do direito natural. Mas este direito natural - bem como a moral natural - segundo os sofistas, não é o direito fundado sobre a natureza racional do homem, e sim sobre a sua natureza animal, instintiva, passional. Então, o direito natural é o direito do mais poderoso, pois em uma sociedade em que estão em jogo apenas forças brutas, a força e a violência podem ser o único elemento organizador, o único sistema jurídico admissível.

A respeito da religião e da divindade, os sofistas não só trilham a mesma senda dos filósofos racionalistas gregos do período precedente e posterior, mas - de harmonia com o ceticismo deles - chegam até o extremo, até o ateísmo, pelo menos praticamente. Os sofistas, pois, servem-se da injustiça e do muito mal que existe no mundo, para negar que o mundo seja governado por uma providência divina.

Protágoras de Abdera

Protágoras nasceu em Abdera - pátria de Demócrito , cuja escola conheceu - pelo ano 480. Viajou por toda a Grécia, ensinando na sua cidade natal, na Magna Grécia, e especialmente em Atenas, onde teve grande êxito, sobretudo entre os jovens, e foi honrado e procurado por Péricles e Eurípedes. Acusado de ateísmo, teve de fugir de Atenas, onde foi processado e condenado por impiedade, e a sua obra sobre os deuses foi queimada em praça pública. Refugiou-se então na Sicília, onde morreu com setenta anos (410 a.C.), dos quais, quarenta dedicados à sua profissão. Dos princípios de Heráclito e das variações da sensação, conforme as disposições subjetivas dos órgãos, inferiu Protágoras a relatividade do conhecimento. Esta doutrina enunciou-a com a célebre fórmula; o homem é a medida de todas as coisas. Esta máxima significava mais exatamente que de cada homem individualmente considerado dependem as coisas, não na sua realidade física, mas na sua forma conhecida. Subjetivismo, relativismo e sensualismo são as notas características do seu sistema de ceticismo parcial. Platão deu o nome de Protágoras a um dos seus diálogos, e a um outro o de Górgias.

Górgias de Leôncio

Górgias nasceu em Abdera, na Sicília, em 480-375 a.C - correlacionado com Empédocles - representa a maior expressão prática da sofística, mediante o ensinamento da retórica; teoricamente, porém, foi um filósofo ocasional, exagerador dos artifícios da dialética eleática. Em 427 foi embaixador de sua pátria em Atenas, para pedir auxílio contra os siracusanos. Ensinou na Sicília, em Atenas, em outras cidades da Grécia, até estabelecer-se em Larissa na Tessália, onde teria morrido com 109 anos de idade. Menos profundo, porém, mais eloqüente que Protágoras, partiu dos princípios da escola eleata e concluiu também pela absoluta impossibilidade do saber. É autor duma obra intitulada "Do não ser", na qual desenvolve as três teses:

Nada existe; se alguma coisa existisse não a poderíamos conhecer; se a conhecêssemos não a poderíamos manifestar aos outros. A prova de cada uma destas proposições e um enredo de sofismas, sutis uns, outros pueris.

No Górgias de Platão, Górgias declara que a sua arte produz a persuasão que nos move a crer sem saber, e não a persuasão que nos instrui sobre as razões intrínsecas do objeto em questão. Em suma, é mais ou menos o que acontece com o jornalismo moderno. Para remediar este extremo individualismo, negador dos valores teoréticos e morais, Protágoras recorre à convenção estatal, social, que deveria estabelecer o que é verdadeiro e o que é bem!

Fonte: http://www.mundodosfilosofos.com.br/

Questões para estudo:

1. Como ficaram conhecidos os primeiros filósofos? Cite o nome de alguns deles.

2. O que os primeiros filósofos investigavam?

3. Qual a contribuição dos primeiros filósofos para a filosofia atual?

4. O que foi a Sofística?

5. Quem foram os principais sofistas? O que eles ensinavam?

Como é possível o conhecimento?

O conhecimento significa uma relação entre um sujeito e um objeto que entram, por assim dizer, em contato mútuo; o sujeito apreende o objeto. O que em primeiro lugar se deve perguntar é se esta concepção da consciência natural é justa, se realmente tem este contato entre o sujeito e o objeto. Pode o sujeito apreender realmente o objeto? Como é possível o conhecimento?

Historicamente os filósofos que se debruçaram sobre esta questão defenderam suas posições como o dogmatismo, ceticismo e o criticismo.

Entendemos por dogmatismo (de dogma = doutrina fixada) a posição epistemológica para a qual não existe ainda o problema do conhecimento. O dogmatismo tem por supostas a possibilidade e a realidade do contato entre o sujeito e o objeto, a consciência cognoscente, apreenda o objeto. Tal posição assenta numa confiança na razão humana, que ainda não está enfraquecida pela dúvida.

Extrema se tangunt. Os extremos tocam-se. Esta afirmação é igualmente válida no campo epistemológico. O dogmatismo converte-se muitas vezes no seu contrário o ceticismo (enganar, examinar). Enquanto aquele considera a possibilidade de um contato entre o sujeito e o objeto como algo compreensível por si mesmo, este nega essa possibilidade. Segundo o ceticismo, o sujeito não pode apreender o objeto. O conhecimento, no sentido de uma apreensão real do objeto, é impossível para ele. Portanto, não devemos formular qualquer juízo, mas sim abster-nos totalmente de julgar.

há uma terceira posição intermédia entre o dogmatismo e o ceticismo que chama-se criticismo (examinar). O criticismo partilha com o dogmatismo a confiança fundamental na razão humana. O criticismo está convencido de que é possível o conhecimento, de que há uma verdade. Mas enquanto que essa confiança leva o dogmatismo a aceitar despreocupadamente, por assim dizer, todas as afirmações da razão humana e a não reconhecer limites ao poder do conhecimento humano, o criticismo, neste caso mais perto do ceticismo, junta à confiança no conhecimento humano, em geral, a desconfiança perante todo o conhecimento determinado. O criticismo examina todas as afirmações da razão humana e não aceita nada despreocupadamente. Onde quer que seja pergunta pelos motivos e pede contas à razão humana.

Immanuel Kant (1724-1804), filósofo alemão, foi um dos principais representantes do criticismo. Em três obras, Crítica da razão pura (1781), Crítica da razão prática (1788) e Crítica da faculdade de julgar (1790), submeteu a razão a um exame criterioso para verificar a possiblidade, o alcance e os limites da razão como instrumento de acesso ao conhecimento. Daí a sua filosofia ser também denominada de "criticismo kantiano".

Em sua obra Crítica da razão pura, Kant reconheceu a existência de dois tipos de conhecimento: o conhecimento empírico ou a posteriori, obtido por meio da experiência sensível, e o conhecimento puro ou a priori, que independe da experiência sensível e das impressões dos sentidos e produz juízos necessários e universais: "a linha reta é a distância mais curta entre dois pontos" - tal juízo se refere a toda e qualquer linha reta (daí a universalidade), bem como, sob qualquer circunstância, a linha reta é sempre a mais curta (daí a necessidade).

Kant também fez uma distinção entre juízos analíticos e juízos sintéticos. Os juízos analíticos são aqueles em que o predicado já está contido no sujeito: "o triângulo tem três ângulos"; "todo solteiro não é casado"; "todos os corpos são extensos". Tais juízos são a priori (não dependem da experiência) universais e necessários. No entanto, não trazem informações novas sobre o sujeito, não enriquecem o conhecimento, apenas tornam mais claro aquilo que já se sabe sobre o sujeito.

Os juízos sintéticos são aqueles em que o predicado acrescenta informações novas sobre o sujeito, ampliando o conhecimento: "todos os corpos são pesados"; "os corpos se movimentam". A extensão dos corpos é evidente. Peso e movimento são predicados obtidos pela experiência. Portanto os juízos sintéticos são a posteriori (dependem da experiência dos sentidos) contingentes, particulares.

A contribuição inovadora de Kant residiu nos juízos sintéticos a priori: independem da experiência; portanto, são universais e necessários; enriquecem, ampliam e fazem o conhecimento progredir. Tais são os juízos com os quais a matemática e a física trabalham.

Como se formulam os juízos sintéticos a priori? Para Kant, não é o objeto que determina o conhecimento do sujeito. Pelo contrário, é o sujeito quem produz o conhecimento, a partir de princípios a priori que sintetizam os dados empíricos.

Kant atribuiu ao sujeito a elaboração do conhecimento por intermédio de condições subjetivas que são as faculdades e seus respectivas formas: a sensibilidade e as formas a priori de espaço e tempo; o entendimento e as categorias de unidade, pluralidade, totalidade, realidade, negação, limitação, substância, causalidade, comunidade, possibilidade, existência e necessidade.

Assim, o conhecimento começa com as experiências sensíveis que atingem os sentidos: a matéria do conhecimento são as impressões que o sujeito recebe dos objetos exteriores, de maneira desorganizada, desordenada. Esses dados empíricos são organizados mental e logicamente pelo espaço e tempo, formas a priori da sensibilidade. Para Kant, espaço e tempo não são propriedades inerentes aos objetos, mas estruturas subjetivas que permitem ao sujeito intuir os objetos. Essas intuições são pensadas pelo entendimento, também a partir de categorias apriorísticas, dando origem aos conceitos.

QUESTÕES PARA ESTUDO:

1. Explique com suas palavras como é possível o conhecimento, em geral?

2. Diferencie o dogmatismo do ceticismo, elencando suas características.

3. Como o criticismo se posiciona com relação a possibilidade do conhecimento?

4. Explique o que são juízos analíticos e sintéticos, segundo Kant.

5. O que são juízos sintéticos a priori?

As formas da ALIENAÇÃO MORAL

 


QUESTÕES PARA ESTUDO:
1. De acordo com o vídeo, quais os significados de alienação?

2. De acordo com o vídeo, qual o significado de moral?

3. O que se entende por ALIENAÇÃO MORAL?

4. Que tipo de comportamento social está diretamente relacionado com a Alienação Moral?

5. Você se considera um alienado moral? Justifique sua resposta.